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almôndega com abobrinha

essa receita de almôndega com abobrinha e tomate vem do meu mais novo livro de receitas favorito, o menu para a semana, do food52. há alguns meses eu estava bisbilhotando uma livraria e me deparei com esse livro, que ainda não conhecia, apesar de ser usuária frequente do site. o livro é maravilhoso, e no mesmo dia já era o mais novo integrante da minha prateleira de inspirações e ensinamentos. olhei o livro de trás pra frente, de frente pra trás. apesar de não ser um exemplo de carnívora, essa foi uma das receitas que mais me intrigou: almôndega com abobrinha e tomate. a descrição da receita começava com alguma coisa do tipo “o segredo dessa receita é que o molho é o recheio…”. pronto, fiquei mais intrigada ainda. a receita entrou pra minha lista de testes a fazer, e apesar de eu querer fazer todas as receitas do mundo, eu estava há meses com essa almôndega com abobrinha na cabeça. então lá fui eu, meio desconfiada, meio achando que aquilo seria uma grande bagunça melequenta …

cacio e pepe com linguiça

eu tenho uma listinha de receitas que quero fazer, e essa massa cacio e pepe tava lá há tempos esperando acontecer. a lista tem de tudo que eu vou lembrando ao longo do caminho, desde coisas do dia a dia até empanadas assadas – que demandam um pouco mais de tempo e vão ficando pro final da lista. se você não conhece, cacio e pepe é uma receita clássica italiana, que leva apenas dois ingredientes: queijo e pimenta. não tem como ser mais simples que isso, e mesmo assim é o tipo de comfort food que ninguém resiste! mas o meu cacio e pepe teve um ingrediente a mais, a linguiça artesanal maravilhosa do meus amigos do pirineus. eles recentemente abriram uma lojinha aqui em são paulo, e você pode levar todos os embutidos pra casa, abrir um vinho pra acompanhar e apenas ser feliz. apesar de levar apenas 2 ingredientes, existe toda uma técnica para que a sua receita de cacio e pepe fique perfeita. use massa de boa qualidade sem ser integral. um …

paleta de porco assada

amados, dezembro chegou! e pra não perder o hábito, começaremos com nosso maravilhoso menu natalino. que obviamente você pode fazer o ano inteiro, mas tem muito mais graça no natal! bem, pra começar, é meio complicado fazer um jantar de natal antes do natal, mas acabou que isso virou uma tradição por aqui. primeiro porque eu quero testar todas as receitas para passar pra vocês, segundo porque descobri que é muito divertido fazer uma festa algumas semanas antes, colocar meu vestidos de renas e passar algumas horas fingindo que é natal, comendo e papeando (e bebendo, lógico!). nossa primeira receita é uma paleta de porco assada por vááárias horas. depois teremos a melhor batata gratinada do mundo, salada de repolho com molho de iogurte, queijo feta e semente de girassol torrada e um irresistível brownie de chocolate com cheesecake – sim, as duas coisas num pedaço só! comecemos pela saga do porco. primeira informação importante: você pode substituir a paleta por pernil. segunda informação importante: você precisa de muitas horas e paciência, mas juro que vale a …

costelinha de porco na cerveja

eu já falei aqui que uma das coisas mais legais de cozinhar é poder saciar suas vontades sem precisar sair de casa e nem depender dos outros. é você acordar um dia morrendo de vontade de uma bela costelinha de porco, daquelas beeem suculentas, ir na feira e em algumas poucas horas ter tudo resolvido, do jeitinho que você queria. pois foi assim que aconteceu. na verdade eu tava morrendo de saudade de comer a costelinha da minha amiga gabriela, mas ela foi embora morar na noruega então tive que eu mesma fazer minha receita de costela de porco. quando ela morava por aqui a gente ia na feira e, enquanto o porco assava, tomava umas cervejas e curtia nosso saudosos sábados em terras cariocas. pra completar a festa, chamamos uns amigos pra devorar as costelinhas junto. porque é sempre mais legal dividir a comida. ficou tão, mas tão bom que repeti a receita no final de semana seguinte pra dividir aqui com vocês. eu nunca tinha feito costela de porco na vida, mas acabei …

pulled pork

há alguns anos atrás eu morei em nova york. antes de ir eu juntei um monte de dicas de onde ir e onde comer e o que fazer. um amigo me disse: vá ao whole foods e coma a salada de alga. olha, eu meio que sabia onde era o whole foods, mas eu só tinha ido a ny uma vez, 5 anos antes, de férias. mal sabia que eu estava prestes a ser embalada por ny e descobrir os meus próprios cantos. entrei no whole foods, fiquei encantada com a seleção e oferta de produtos e segui em direção ao balcão onde ficavam as comidas, a versão do nosso famoso restaurante a quilo. fui lendo as plaquinhas em busca da salada e no meio do caminho me deparei com um pulled pork e não resisti. pronto: amor puro e eterno pelo pulled pork do whole foods. na véspera de fazer essa receita eu fui na feira, peguei um belo pedaço de paleta de um porco bem feliz que veio lá do paraná e fiquei pensando. …

hamburger de picanha com bacon

acordei com desejo de hamburger. desejo imenso, coisa grave mesmo. só conseguia pensar em jantar hamburger. comentei com uma amiga “tô com vontade de comer um hamburger gigante”, e ela me responde “vaiii compraaaa picanhaaaa mói tudoooo hummm”. ahahaha obrigada pelo apoio!  saí do trabalho, passei no meu amigo açougueiro e pedi um pedaço de picanha moída e um pedaço de bacon. eis que meu amigo pergunta: mói tudo junto? meu deuuuss!! por que eu nunca pensei nisso antes?? claro moço, taca-lhe pau nesse moedor!! acho que ele percebeu minha excitação e comentou: “vai fazer um belo hamburger, hein? como faz? qual a receita?”. veja você, o moço detentor do conhecimento sobre as carnes me perguntando como faz hamburger. “moço, taca sal, pimenta, mistura tudo, faz um bolinho achatado, taca na frigideira pelando, 3 minutos de cada lado e foi!”. eu tenho a ligeira impressão que ele ficou um pouco decepcionado com a simplicidade da minha resposta. catei minha carne e segui pra minha casa, feliz e contente. no meio do caminho tinha um brownie …

arroz de carreteiro

eu comentei aqui que estou lendo o livro cozinhar, uma história natural da transformação, do michael pollan. eu comecei há algumas semanas e estou fascinada. logo na introdução já me apaixonei pelo pollan, que discorre lindamente sobre a importância de cozinhar, as mudanças de hábitos alimentares na vida moderna e a influência de tais hábitos na formação da identidade individual e social. o livro é dividido em 4 capítulos: fogo, água, ar e terra. em cada um ele associa o elemento ao processo de cozimento respectivo. no do fogo, temos um capítulo inteiro sobre assar carne no fogo, recheado de explicações sobre reações químicas e físicas, lendas, simbolismos e a cultura do churrasco. ele vai da reação de maillard a uma lenda oriental sobre a “invenção” do churrasco, passando pela teoria de que aprender a cozinhar os alimentos provocou uma série de mudanças no nosso organismo que permitiram a nossa evolução. agora entrei no capítulo da água, com foco nos cozidos. enfim, é muita coisa pra pensar, refletir e aprender. e depois de um capítulo inteiro lendo sobre churrasco, …

lasanha de porco com molho bechamel

quando eu era pequena havia uma loja de massas na esquina da minha casa chamada suprema. um balcão simples expunha as massas frescas e prontas, e você escolhia ali o que queria levar. as senhorinhas atendentes trabalhavam lá desde sempre, e atrás do balcão havia uma enorme janela de vidro que dava pra cozinha. lá dentro dava pra ver as massas sendo preparadas em grandes balcões sujos de farinha e grandes panelas com água fervente. eu era pequenina e lembro de tudo numa proporção enorme. o cardápio devia ser extenso, mas lá em casa a gente só comprava duas coisas: pastéis e lasanha a bolonhesa. era como se o cardápio só tivesse isso. os pastéis eram pra tapear a fome e a lasanha era consumida nas travessas de alumínio mesmo, com um prato de papelão embaixo pra não sujar a mesa. era uma festa. era o almoço de domingo, e durante a semana em algumas exceções. a gente comeu isso durante anos e nunca ninguém se cansou. eu lembro exatamente do sabor do molho branco daquela …

almôndegas de porco

ou: frikadeller. lembram daquela aula incrível em que eu aprendi pratos típicos dinamarqueses? pois bem, essa é uma dessas receitas. frikadeller é um prato típico dinamarquês, que dizem ter a mesma receita base há mais de 250 anos, com poucas variações. reza a lenda que há um livro de receitas de 1837 com a mesma receita que se faz hoje. na verdade esse prato também aparece na listas dos clássicos de países vizinhos, como a noruega e a suécia. a base para frikadeller é porco, mas também são encontradas receitas com 50% de vitelo ou veado. elas são servidas tanto quentes como quanto no smørrebrød. se quentes, normalmente acompanham salada de batata e molho. eu usei metade de filé de porco e metade de paleta de porco e moí em casa usando um processador simples. você também pode usar lombo de porco. peça ao açougueiro pra moer ou invista em um processador – vale a pena. ingredientes: 500g de carne de porco moída 1 colher de sopa de sal pimenta moída na hora 1 ovo …

filé de porco com molho de mostarda

eu sou super defensora da carne de porco. ainda existem alguns mitos em volta do coitado do porco, claro, mas a sua carne é uma opção saudável e, dependendo do corte, bem magrinha. é claro que isso não vale se você quiser encher a cara de torresmo, ok? essa receita foi preparada com o filet mignon suíno, mas o lombo é uma opção ainda menos calórica. bem, sem delongas. essa receita é super fácil e rápida. dá uma chance pro porco, vai :) ingredientes:  1kg de filet mignon suíno – usei o congelado. mas você também pode pedir ao seu açougueiro que faça o mesmo corte. 2 colheres de sopa de molho de mostarda em grão 1 ramo grande de tomilho 200ml de cerveja sal e pimenta suco de dois limões azeite extra-virgem como faz: ligue o forno. tempere o porco com sal e pimenta e reserve. enquanto isso, prepare o molho de mostarda. junte em um recipiente a mostarda, as folhas do tomilho, suco de meio limão, sal e pimenta, e duas colheres de sopa de …